Há coisas que é melhor não tentar entender.
Há pessoas que não são para serem entendidas. Eu sei do que falo, é uma questão de genética. São o que são e ou se gosta ou não.
Não vale a pena tentar entende-las ou modifica-las com um risco grave de transformar a essência ou provocar rupturas irreparáveis. Ou se gosta ou não se gosta ou se aceita ou não se aceita.
As pessoas que são como grandes barragens. Um rio muito ténue adiante, um enorme lago nas traseiras e se por acaso as barreiras que as contêm começam a ganhar fissuras o melhor é não mexer muito nas estruturas, tentando apenas pequenas reparações locais, com o risco de provocar a derrocada total e soltar um enorme caudal de água que só provocará destruições. Se não houver reparações possíveis? Que se construa outra barragem então num outro local e se abandone a que ficou inutilizada.
É uma filosofia, como outra qualquer, das muitas que circulam agora por todo o lado. Uma pessoa nunca muda integralmente ou radicalmente. Consegue ou não adaptar-se às circunstâncias e nós que vivemos em redor de muitas pessoas só temos que as aceitar como são, na nossa convivência ou negar-lhes a entrada no canto que escolhemos para viver.
É tão simples como beber um copo de água.
sábado, 16 de julho de 2011
sexta-feira, 15 de julho de 2011
O meu relógio nunca vai ter ponteiros II
Está tudo ao contrário.
Que Verão é este, quando se fala de aquecimento global? Eu sei que as alterações previstas vão muito além do simples aquecimento geral dos locais e que se prevê que alguns pontos do planeta alterem as suas condições climatérias, mas ainda assim, que Verão é este?
A metereologia é uma ciência incerta. Se temos a certeza que os glaciares estão a derreter e os níveis de água do mar estão a aumentar ( que o demonstre a "minha" pobre caparica) o que acontecerá além disso, pelos vistos, ninguém sabe.
Aquecimento, nem vê-lo. O Verão está frio e estranho, as águas parecem mais frias do que antigamente ( pelo menos é o que sinto) e não me venham dizer que não choveu a potes este Inverno.
É como eu digo, está tudo ao contrário.
Ninguém se entende no que fazer e como fazer e ninguém quer perder os benefícios que a exploração do petrólio e o excessivo consumo de produtos nocivos para a atmosfera pode trazer.
Até aí eu entendo. Quem é que gosta de perder regalias? Mas inventa-se tanta treta neste mundo, será que ninguém é capaz de inventar um produtor de ozono? Alguma coisa que transforme o CO2 num outro qualquer produto não poluente? Não me parece que isso fosse prejudicar nenhum grande loby produtor seja do que for.
Por isso digo : está tudo ao contrário. Tentam-se consenços quase impossíveis porque se sabe de antemão que alguns países não vão fazer conseções, gasta-se dinheiro em planos que ninguém parece querer atingir e esquece-se que a natureza humana é mesmo assim, detesta sacrificios mas adora desafios. Ponham então o engenho a funcionar em prol do ozono, ok?
E é por estas e por outras que o meu relógio nunca vai ter ponteiros...porque eu nunca consigo acertar com a lógica temporal e funcional do mais comum dos seres humanos.
Que Verão é este, quando se fala de aquecimento global? Eu sei que as alterações previstas vão muito além do simples aquecimento geral dos locais e que se prevê que alguns pontos do planeta alterem as suas condições climatérias, mas ainda assim, que Verão é este?
A metereologia é uma ciência incerta. Se temos a certeza que os glaciares estão a derreter e os níveis de água do mar estão a aumentar ( que o demonstre a "minha" pobre caparica) o que acontecerá além disso, pelos vistos, ninguém sabe.
Aquecimento, nem vê-lo. O Verão está frio e estranho, as águas parecem mais frias do que antigamente ( pelo menos é o que sinto) e não me venham dizer que não choveu a potes este Inverno.
É como eu digo, está tudo ao contrário.
Ninguém se entende no que fazer e como fazer e ninguém quer perder os benefícios que a exploração do petrólio e o excessivo consumo de produtos nocivos para a atmosfera pode trazer.
Até aí eu entendo. Quem é que gosta de perder regalias? Mas inventa-se tanta treta neste mundo, será que ninguém é capaz de inventar um produtor de ozono? Alguma coisa que transforme o CO2 num outro qualquer produto não poluente? Não me parece que isso fosse prejudicar nenhum grande loby produtor seja do que for.
Por isso digo : está tudo ao contrário. Tentam-se consenços quase impossíveis porque se sabe de antemão que alguns países não vão fazer conseções, gasta-se dinheiro em planos que ninguém parece querer atingir e esquece-se que a natureza humana é mesmo assim, detesta sacrificios mas adora desafios. Ponham então o engenho a funcionar em prol do ozono, ok?
E é por estas e por outras que o meu relógio nunca vai ter ponteiros...porque eu nunca consigo acertar com a lógica temporal e funcional do mais comum dos seres humanos.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Ser amigo ( com ou sem osso )
A ler uma crónica dessas das revistas de mulheres, que se lêm para manter o espirito de gaja em on, falava-se sobre amizades. O novo paradigma das amizades versus solidão num mundo aparentemente mais próximo ( ou realmente mais distante? )
A certa altura chamaram-se aos amigos virtuais desossados( ?) .
E eu pergunto o que é mais importante num amigo? Osso sem o minimo de calor humano ou desossado mas que me compreende e pode ter tantos pontos em comum?
Acho este problema um falso problema ( tal como a autora da dita crónica) porque por detrás de um alguém virtual vive sempre um alguém real. As pessoas são solitárias por natureza, divertidas por natureza, mentirosas por natureza, bondosas ou maldosas ( por natureza... acho que naturalmente não estou a exagerar nas naturezas) e não é a virtualidade ou a realidade da questão que vai alterar a natureza do ser humano.
Quem está longe pode ficar perto e há um mundo de portas que de outra forma poderiam não se abrir.
Os dados continuam a ser dados os menos dados podem-se tornar mais dados.
É um dado adquirido!
( hoje estou um tudo ou nada repetitiva mas é uma questão mais que batida e rebatida, o ser humano é o que é, quer seja aparentemente ossado ou nem por isso)
A certa altura chamaram-se aos amigos virtuais desossados( ?) .
E eu pergunto o que é mais importante num amigo? Osso sem o minimo de calor humano ou desossado mas que me compreende e pode ter tantos pontos em comum?
Acho este problema um falso problema ( tal como a autora da dita crónica) porque por detrás de um alguém virtual vive sempre um alguém real. As pessoas são solitárias por natureza, divertidas por natureza, mentirosas por natureza, bondosas ou maldosas ( por natureza... acho que naturalmente não estou a exagerar nas naturezas) e não é a virtualidade ou a realidade da questão que vai alterar a natureza do ser humano.
Quem está longe pode ficar perto e há um mundo de portas que de outra forma poderiam não se abrir.
Os dados continuam a ser dados os menos dados podem-se tornar mais dados.
É um dado adquirido!
( hoje estou um tudo ou nada repetitiva mas é uma questão mais que batida e rebatida, o ser humano é o que é, quer seja aparentemente ossado ou nem por isso)
quarta-feira, 13 de julho de 2011
A segurança de um rebuçado
Se me perguntassem o que gostaria de vender?
Rebuçados.
Vender seguros implica lembrar constantemente a alguém todo o mal que lhe pode acontecer se não comprar isto ou aquilo, se não fizer isto ou aquilo. É ser quase uma vendedora de sonhos em possível colapso permanente.
Os rebuçados são doces. Fazem mal, toda a gente sabe, mas adoçam a boca e dizem que o açucar é bom pros nervos. E nervosos andamos nós. Demais. Tanto que já nem um seguro se vende com medo da despesa e já ninguém quer saber que mais coisas ruins lhes pode acontecer.
Um rebuçado é barato e mesmo que se fique com peso na consciência do ter comido, o pequeno momento de doce prazer ninguém mais nos pode tirar.
É um facto consumido, detesto seguros.
Rebuçados.
Vender seguros implica lembrar constantemente a alguém todo o mal que lhe pode acontecer se não comprar isto ou aquilo, se não fizer isto ou aquilo. É ser quase uma vendedora de sonhos em possível colapso permanente.
Os rebuçados são doces. Fazem mal, toda a gente sabe, mas adoçam a boca e dizem que o açucar é bom pros nervos. E nervosos andamos nós. Demais. Tanto que já nem um seguro se vende com medo da despesa e já ninguém quer saber que mais coisas ruins lhes pode acontecer.
Um rebuçado é barato e mesmo que se fique com peso na consciência do ter comido, o pequeno momento de doce prazer ninguém mais nos pode tirar.
É um facto consumido, detesto seguros.
terça-feira, 12 de julho de 2011
O meu relógio nunca vai ter ponteiros I
Está tudo ao contrário.
Como?
É como te digo, para mim está tudo ao contrário.
Repara na lua. Dizem que a lua é como as mulheres, que tem fases, que possui capacidades de atracção e repulsão, enfim, tás a ver?
Hum...
Pois eu acho que está mal feita a comparação. A lua é como os homens, tem fases e só muito poucas vezes se mostra completamente, gosta de viver na penunbra e pouco ilumima os locais por onde passa, mesmo assim a sua pouca luz chega para criar sombras assustadoramente fantasmagóricas que podem tomar todas as formas.
As mulheres não, as mulheres são como o sol. Iluminam tudo por onde passam.
É verdade que algumas aquecem um pouco demais e tornam-se secas, áridas, mas quando estão, estão, e se não estão, não existe o mínimo vestígio da sua presença. Quando perdem o brilho, abrigam-se por trás das nuvens e são elas, as nuvens que choram e nunca a mãe sol. O sol dá vida, tal como as mulheres e pode ajudar a tornar tudo mais belo, mais quente, mais alegre.
Não te parece que tenho razão?
Se te dissesse que não, valia de alguma coisa ?
Não. Os meus pensamentos valem tanto como o meu relógio sem ponteiros. Quando os miro podem contar as horas que eu quiser
e é por isso que gosto tanto deles, dos meus pensamentos e do único relógio que dá as minhas horas certas.
Como?
É como te digo, para mim está tudo ao contrário.
Repara na lua. Dizem que a lua é como as mulheres, que tem fases, que possui capacidades de atracção e repulsão, enfim, tás a ver?
Hum...
Pois eu acho que está mal feita a comparação. A lua é como os homens, tem fases e só muito poucas vezes se mostra completamente, gosta de viver na penunbra e pouco ilumima os locais por onde passa, mesmo assim a sua pouca luz chega para criar sombras assustadoramente fantasmagóricas que podem tomar todas as formas.
As mulheres não, as mulheres são como o sol. Iluminam tudo por onde passam.
É verdade que algumas aquecem um pouco demais e tornam-se secas, áridas, mas quando estão, estão, e se não estão, não existe o mínimo vestígio da sua presença. Quando perdem o brilho, abrigam-se por trás das nuvens e são elas, as nuvens que choram e nunca a mãe sol. O sol dá vida, tal como as mulheres e pode ajudar a tornar tudo mais belo, mais quente, mais alegre.
Não te parece que tenho razão?
Se te dissesse que não, valia de alguma coisa ?
Não. Os meus pensamentos valem tanto como o meu relógio sem ponteiros. Quando os miro podem contar as horas que eu quiser
e é por isso que gosto tanto deles, dos meus pensamentos e do único relógio que dá as minhas horas certas.
sábado, 9 de julho de 2011
Aprendizagens
Aprendi que há sonhos pelos quais se deve lutar e outros que servem apenas para serem sonhados.
Aprendi que aprender é bom, mas as aprendizagens devem ser bem orientadas, auto-apredizagens levam a lacunas dificeis de colmatar.
Aprendi que nem tudo o que reluz é ouro.
Aprendi que o ser humano é de todos o mais mutável e consegue mudar o que deseja, o que pretende e o que sonhou,num instante, quase como num passe de mágica.
Enfim, aprendi a aprender que se não for eu a controlar o que pretendo, nunca alcançarei objectivos que me façam realmente feliz.
Aprendi que aprender é bom, mas as aprendizagens devem ser bem orientadas, auto-apredizagens levam a lacunas dificeis de colmatar.
Aprendi que nem tudo o que reluz é ouro.
Aprendi que o ser humano é de todos o mais mutável e consegue mudar o que deseja, o que pretende e o que sonhou,num instante, quase como num passe de mágica.
Enfim, aprendi a aprender que se não for eu a controlar o que pretendo, nunca alcançarei objectivos que me façam realmente feliz.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
O lugar das coisas
Um lugar para cada coisa, cada coisa no seu lugar. Foi uma das coisas que me ensinaram.
O pior é quem nem todos somos criaturas arrumadas. Mas até na desarrumação é necessária alguma ordem.
Cá em casa é assim. Quando a desarrumação começa a ficar demasiado gritante e não consigo encontrar algo que pela minha ordem de ideias deveria estar num determinado sitio, é o caos.
E o caos define-se pela total ausência na capacidade de encontrar lógica seja no que for.
São essas as alturas urgentes de arrumação, ou pelo menos tentar repor o lugar das coisas e as coisas no seu lugar.
Muitas vezes a vida parece funcionar tal e qual como a manutenção da nossa casa.
Quando tudo parece estar fora do seu lugar é necessário parar e repor algumas ideias no seu devido compartimento, tentando encontrar o espaço ideal para que não mergulhemos num caos, sem rumo e sem objectivos.
Definir objectivos? Pois, isso já depende de cada um e da sua aptidão para manter a ordem das coisas.
O pior é quem nem todos somos criaturas arrumadas. Mas até na desarrumação é necessária alguma ordem.
Cá em casa é assim. Quando a desarrumação começa a ficar demasiado gritante e não consigo encontrar algo que pela minha ordem de ideias deveria estar num determinado sitio, é o caos.
E o caos define-se pela total ausência na capacidade de encontrar lógica seja no que for.
São essas as alturas urgentes de arrumação, ou pelo menos tentar repor o lugar das coisas e as coisas no seu lugar.
Muitas vezes a vida parece funcionar tal e qual como a manutenção da nossa casa.
Quando tudo parece estar fora do seu lugar é necessário parar e repor algumas ideias no seu devido compartimento, tentando encontrar o espaço ideal para que não mergulhemos num caos, sem rumo e sem objectivos.
Definir objectivos? Pois, isso já depende de cada um e da sua aptidão para manter a ordem das coisas.
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